Prática desde o primeiro ano fortalece a formação médica na FEMA
Estudantes desenvolvem ações junto à comunidade por meio da IESC e da Curricularização da Extensão, unindo teoria e prática desde o início da graduação
A formação médica vai muito além da sala de aula. Na Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA), estudantes do curso de Medicina iniciam o contato com a comunidade desde os primeiros anos da graduação, desenvolvendo competências técnicas e humanas por meio da unidade curricular Integração Ensino-Serviço-Comunidade (IESC) e das ações de Curricularização da Extensão.
A proposta pedagógica da instituição une teoria e prática desde o início do curso, permitindo que os estudantes compreendam de forma concreta os desafios encontrados nos serviços de saúde e desenvolvam soluções voltadas às necessidades da população.
Em parceria com as equipes das unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF), os futuros médicos acompanham famílias, realizam visitas domiciliares, participam de ações educativas e promovem atividades coletivas de promoção da saúde.
Segundo a professora do curso de Medicina, Ma. Maria José Caetano Ferreira Damaceno, essa vivência é essencial para dar significado ao aprendizado construído ao longo da graduação.
“Os estudantes atuam desde o primeiro ano do curso com a intenção de realizar atendimentos, aprimorar a anamnese e começar a articular a teoria com a prática. No segundo ano, por exemplo, eles realizaram visitas domiciliares e identificaram dificuldades que muitas mães enfrentam em relação ao aleitamento materno exclusivo. A partir dessa realidade, organizamos uma ação voltada não apenas às mães, mas também aos pais, avós e demais familiares da comunidade”, explica.
Ela destaca que a FEMA adota a metodologia ativa como estratégia pedagógica, estimulando os estudantes a aprenderem por meio da experiência.
“Trabalhamos com um currículo baseado em competências, que envolve conhecimento, habilidade e atitude. O objetivo é que o estudante não fique apenas na teoria. Além disso, temos a Curricularização da Extensão, prevista pelo Ministério da Educação, que incentiva o estudante a colocar em prática aquilo que aprende dentro da faculdade para transformar a realidade da comunidade. É isso que eles estão fazendo”, afirma.
Ao longo das quatro primeiras etapas da unidade curricular IESC, os estudantes participam de diferentes projetos desenvolvidos pelas professoras da disciplina, sempre com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e fortalecimento da atenção básica.
Entre as iniciativas estão o acompanhamento de famílias após a identificação de necessidades de saúde, permitindo que os estudantes coloquem em prática conhecimentos como coleta de anamnese, exame físico e elaboração de planos de cuidado dentro da perspectiva da clínica ampliada.
Também foram desenvolvidas ações voltadas à saúde mental dos profissionais que atuam na ESF, projetos sobre perspectivas de futuro com crianças e adolescentes, atividades de promoção da saúde mental em escolas municipais, campanhas de incentivo ao aleitamento materno, ações para ampliar a realização do exame preventivo de câncer do colo do útero, educação sexual para adolescentes, prevenção da violência infantil e combate ao bullying nas escolas.
Essas experiências aproximam os estudantes da realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da graduação e contribuem para a formação de médicos preparados para atuar de forma ética, crítica, humanizada e comprometida com as necessidades da população.
Ao integrar ensino, serviço e comunidade, a FEMA reforça seu compromisso com uma formação baseada em competências, na interdisciplinaridade e na responsabilidade social, preparando profissionais capazes de transformar o conhecimento adquirido em benefícios concretos para a sociedade.
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